Para o menor apartamento do Brasil, a partir de 14 m², cresce procura pelo sistema “Turn Key”

menor apartamento.jpgChegamos à era dos “apertamentos”. Uma tendência que veio para ficar, esses imóveis a partir de 14m2, mais ou menos quatro passos de largura por três de comprimento, do tamanho de uma garagem, desembarcaram no mercado imobiliário para atender a outra crescente demanda: dos solteiros!

Mas não para por aí: esse público, em grande parte, integra a tribo dos executivos que trabalham demais e não têm tempo para nada. Ao comprar esses “apertamentos”, têm de contar com a especialidade de decoradores e arquitetos de interiores para deixarem o imóvel pronto para morar.

Em razão do crescente lançamento desses microapartamentos, o arquiteto Glaucio Gonçalves lançou, entre os serviços que oferece, o projeto ‘turn key” – conhecido como contrato de chave na mão.

Perfil do público – A busca vem aumentando por microapartamentos, que são mais práticos, mais baratos e os prédios estão repletos de serviços, e isto, em função de tendências demográficas e sociais. O perfil desse público gira em torno de casais jovens, solteiros vivendo sozinhos, adultos separados ou divorciados, viúvos que namoram mas moram cada um em seu canto, profissionais com casas espaçosas no interior que preferem, durante a semana, dormir em apartamentos menores perto do trabalho.

O estilo de vida desse grupo de pessoas se traduz em um corre corre e, de olho nessa realidade, o arquiteto Glaucio Gonçalves viu a oportunidade de oferecer um serviço completo: a partir da entrega das chaves pela construtora, a equipe do escritório entra em ação e, posteriormente, devolve a chave da unidade, que estará toda decorada e pronta para morar, ou então se for um investidor, estará apta para locar. “O sistema ‘turn key’ pode ser realizado em qualquer tipo de obra, dependendo da especialização do escritório, envolvendo tanto a reforma quanto a arquitetura de interiores”, explica o especialista.

Sendo assim, o arquiteto passa a ser o maestro da obra, responsável por supervisionar fornecedores e todos os detalhes da execução, como forma de garantir a qualidade e também os prazos. “Cabe ao escritório responsável pelo “turn key” fazer o papel de fiscalizador desses parceiros e fornecedores”, reforça. Entre as novas funções, estão a realização de orçamentos e cronogramas de obras, o gerenciamento de projetos (do lado financeiro ao contrato dos fornecedores) e o acompanhamento da execução.

Uma maneira de manter o cliente sintonizado com o desenvolvimento da obra é enviando fotos ao proprietário toda semana, para que possa ver a evolução do projeto mesmo à distância. “Esse procedimento faz com que no sistema “turn key’ a responsabilidade não recaia totalmente sobre o escritório. Eu tenho que responder pelo planejamento e gerenciamento, mas o cliente tem de estar a par de cada etapa, pois ao fazer o meio de campo entre cliente e fornecedores, quando acontece algum problema de instalação ou com o material todas as partes devem compartilhar responsabilidades”, alerta.

Para esses microapartamentos, o desafio é trazer para uma área compacta praticidade, funcionalidade e integração de ambientes com espaços de circulação, e tudo isso com um toque de aconchego, porque depois de um dia a dia estressante, esses jovens querem mesmo é um lar para chamar de seu.

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