Câncer de mama: tomossíntese mamária detecta mais casos da doença do que a mamografia digital

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Estudo realizado no norte da Itália, com um grupo de 19 mil mulheres, revelou que a tomossíntese mamária identificou 80% mais tumores do que a mamografia digital – o que acelera a discussão sobre a substituição de um exame por outro como padrão na detecção precoce do câncer de mama. De acordo com a coordenadora Valentina Lotti – do Arcispedale Santa Maria Nuova, de Reggio Emilia – o estudo, realizado entre 2014 e 2016, encaminhou randomicamente pacientes entre 45 e 70 anos para um ou outro exame. Enquanto a mamografia digital detectou 45 tumores (seis em estágio inicial), a tomossíntese mamária identificou 79 tumores (14 em estágio inicial) – demonstrando mais efetividade com relação a tumores bem pequenos, entre 10mm e 20mm.

De acordo com Vivian Schivartche, médica radiologista do CDB Medicina Diagnóstica, que recentemente teve acesso ao estudo italiano durante o Congresso Europeu de Radiologia, com a tomossíntese é possível encontrar tumores menores, com maior chance de cura e que demandam tratamentos menos invasivos. A médica explica que a detecção de um câncer de mama através da mamografia gira em torno dos 75%. Já a tomossíntese aumentou em 15% a precisão diagnóstica em relação à mamografia, alcançando 90%. “Na tomossíntese mamária, usamos um software que converte as imagens da tomossíntese em imagens mamográficas em duas dimensões, sintetizadas. Esse método diagnóstico permite a visualização de tumores menores, mais agressivos e provavelmente mais precocemente, quando comparado à mamografia convencional”.

Quando a mamografia convencional (2D) é realizada isoladamente, a sobreposição de estruturas da mama pode simular lesões suspeitas, obrigando a paciente a fazer mais radiografias para esclarecimento, ou até mesmo uma biópsia. Já a tomossíntese elimina a sobreposição dos tecidos. Com isso, há melhor definição das bordas das lesões, melhor detecção de lesões sutis e melhor localização da lesão na mama. “Em média, a tomossíntese digital leva quatro segundos para ser realizada, pouco mais que a mamografia convencional. Entretanto, permite a detecção do câncer numa fase muito precoce e em mamas densas e heterogêneas. Além disso, com o uso do software, a exposição à radiação – que é um fator a ser considerado – cai pela metade”, diz Vivian Schivartche.

Fontes: Dra. Vivian Schivartche, médica radiologista do CDB Medicina Diagnóstica, especializada em diagnósticos da mama – www.cdb.com.br

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