5 maneiras de descobrir por que você é infeliz no trabalho

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1. Você já decidiu ser feliz?

De acordo com Neil Pasricha, autor do livro “The Happiness Equation: Want Nothing + Do Anything = Have Everything” (“A Equação da Felicidade: Querer Nada + Fazer Qualquer Coisa = Ter Tudo”, em tradução livre), as pessoas pensam que, se fizerem um bom trabalho e se tornarem um grande sucesso, estarão satisfeitas. Mas em sua pesquisa, Pasricha descobriu que a equação é, na realidade, ao contrário: se estamos felizes, faremos um bom trabalho e nos tornaremos bem-sucedidos. A felicidade vem primeiro – e não por último.

“Uma vez, eu tive um trabalho do qual não gostava. Todas as noites, eu voltava para casa e contava para minha esposa tudo que estava me incomodando. Eu fiz entrevistas em várias outras companhias, esperando encontrar um novo trabalho. Mas, quando nenhuma delas deu certo, eu fui forçado a tomar uma decisão. Eu poderia continuar infeliz no meu trabalho atual ou poderia tirar o máximo daquela situação. Não foi fácil, mas quando eu tomei uma decisão pró-ativa, as coisas melhoraram rapidamente e novas oportunidades surgiram”, conta Nathan Tanner. “Isso pode ser contra-intuitivo, mas se você pensa que ter uma carreira de sucesso fará com que você seja feliz, você precisa mudar isso. A felicidade vem primeiro, e o sucesso na sequência.”

2. Você está aprendendo e desenvolvendo?

Em seu livro “Flow: The Psychology of Optimal Experiences” (“Fluxo: A Psicologia das Experiências Ótimas”, em tradução livre), o psicólogo Mihaly Csikszentmihalyi fala sobre a necessidade de combinar a quantidade certa de desafios com a quantidade certa de habilidades. Se você tem desafios demais, você acaba frustrado. Se tem poucos, você entediado.

“Quando estamos trabalhando em algo que vai além das nossas habilidades, podemos experimentar um estado genuíno de satisfação da consciência chamado ‘flow’ (‘fluxo’, em português). E quanto mais experimentamos esse ‘fluxo’ no trabalho, mais felizes nós ficamos”, diz Tanner.

A dica do especialista é: pense no seu trabalho atual. Você é agitado ou você está inativo no seu desenvolvimento? Se você não está crescendo do modo que gostaria, o que você pode fazer para continuar aprendendo? “De acordo com a minha experiência, é muito difícil estar realmente satisfeito com o seu trabalho quando você está estagnado”, diz.

3. Você está aproveitando seus pontos fortes?

Enquanto muitas vezes nós focamos demais em desenvolver nossos pontos fracos, o guru do desempenho Marcus Buckingham argumenta que as pessoas com as melhores performances não focam nas suas deficiências, mas sim nos seus pontos fortes. De acordo com ele, “os pontos fortes são as atividades no trabalho que fazem com que você se sinta realmente produtivo, energizado e engajado”. Não basta simplesmente ser bom em algo, você também precisa gostar daquilo que está fazendo. “Enquanto você pode não ter total autonomia sobre o seu cronograma, achar um meio de desenvolver ainda mais suas habilidades no ambiente de trabalho vai fazer com que você se sinta mais feliz”, ensina Tanner.

4. Você está rodeado de pessoas de quem gosta e respeita?

“Uma vez, eu fiz uma entrevista em um banco de investimentos e aprendi uma grande lição com um dos diretores gerais da companhia. Ele havia trocado o trabalho como capitalista de risco pelo banco e eu perguntei o porquê daquela mudança. Ele me respondeu que tinha descoberto que, em sua carreira, as pessoas com quem ele lida são extremamente importantes. E que não importava o que estivesse fazendo, desde que estivesse cercado de boas pessoas”, lembra Tanner. “Eu acabei entrando no banco e, apesar das minhas responsabilidades diárias serem idênticas às da companhia anterior, eu estava muito melhor. Trabalhar com pessoas incríveis faz toda a diferença.”

5. Você gasta seu tempo com as coisas mais importantes?

O livro de Clayton Christensen, intitulado “How Will You Measure Your Life?” (“Como Você Vai Medir a Sua Vida?”, em tradução livre) oferece uma série de dicas para achar significado e felicidade na vida. Ele diz: “Você pode falar tudo o que quiser sobre ter um propósito claro e uma estratégia para a sua vida, mas, no fim, isso não significa nada se você não estiver investindo os recursos que você tem em um meio consistente com a sua estratégia”.

Christensen argumenta que o fator mais importante para a felicidade no longo prazo são os relacionamentos que temos com nossa família e amigos. “Eu aprendi isso alguns anos atrás, quando trabalhava 80 horas por semana e quase não via minha esposa e meu filho de um ano. Eu dizia a mim mesmo que eles eram minha maior prioridade, mas eu continuava adiando as coisas que realmente importavam”, lembra o especialista. “Quando eu comecei a perceber o papel que esse comportamento tinha na minha infelicidade, eu comecei a procurar um novo emprego. E, alguns meses depois, eu estava em uma posição que me permitia passar mais tempo fazendo as coisas que eram mais importantes para mim.”

Se você respondeu não para qualquer uma das cinco questões, não se desespere. Às vezes, nós precisamos passar por períodos de frustração para alcançar nossos objetivos no longo prazo. E isso é mais difícil do que desistir.

Faça o que você puder para aprender e desenvolver suas habilidades, para reconhecer e fortalecer seus pontos fortes e para se cercar de boas pessoas. Em vez de se conformar com um trabalho que não está te satisfazendo, veja a quais das questões apresentadas você pode começar a responder “sim” – mesmo que você demore para chegar lá. Afinal, a vida é curta demais para odiar a sua carreira. Você deve a si mesmo fazer algo que gosta.

 

As informações são da Forbes Brasil.

 

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